LIDERANÇA: uma conduta que faz a diferença. Parte 1

A Liderança é a arte de influenciar personalidades e mentalidades de uma forma extremamente positiva, o líder tem o poder de aglutinar um grupo. Pessoas que são líderes naturalmente, tem um “dom” de liderar um grupo, se destacando como exemplo, ao que chamamos de liderança informal. Já quando o líder é eleito por uma empresa para exercer o cargo, chamamos liderança formal.

O líder diferencia-se do chefe, que é aquela pessoa encarregada de alguma tarefa e depende totalmente dos que estão a sua volta, principalmente do líder, que comanda e delega tarefas para uma equipe. É importante lembrar outra diferença entre eles, o chefe revisa a tarefa que foi designada, o líder sabe as pessoas que estão trabalhando com ele, confia e estimula o potencial de cada um.

As primeiras pesquisas sobre o tema surgiram em 1930, nos campos da filosofia e história, com o passar do tempo a literatura evoluiu consideravelmente sobre o assunto, publicando estudos e teorias sobre as características de lideranças modelo, com uma abordagem que visava mostrar o que era necessário para ter sucesso como líder.

Segundo Chiavenato (2003) a Teoria das Relações Humanas constatou a influência da liderança sobre o comportamento das pessoas, donde destacam-se três principais aspectos.

Traços da Personalidade:

Esta teoria supõe que o indivíduo possui características na personalidade que o qualificam para a função. Gordon Allport (psicólogo estadunidense) foi um dos pioneiros desta teoria, ele definiu 3 tipos de traços que compõem uma personalidade.

Os traços CARDEAIS são aqueles que moldam e dominam a personalidade de uma pessoa, suas paixões dominantes, suas obsessões, tais como dinheiro, fama, ascensão no trabalho, etc. Traços CENTRAIS, são encontrados em um grau diferenciado em cada pessoa, como por exemplo honestidade, etc. Finalmente os SECUNDÁRIOS que são vistos em apenas situações específicas, tais como particulares e a pessoa pode ou não gostar que um melhor amigo, pessoa veja.

Esta mesma teoria foi encontrada de uma forma específica para a liderança, foi definida por Carlyle, e ficou conhecida como “ A Teoria do Grande Homem”, segundo o autor, grandes avanços e progressos no mundo deveram-se a homens com traços de personalidade muito específicos.

  1. Traços físicos: energia, aparência e peso.
  2. Traços intelectuais: adaptabilidade, agressividade, entusiasmo e autoconfiança.
  3. Traços sociais: cooperação, capacidade de relacionamento interpessoal e de gestão.
  4. Traços relacionados com a tarefa: capacidade de realização, persistência e iniciativa.

Teoria Contingencial:

É concentrada no comportamento dos seguidores (liderados), independente do que o líder fizer, realizar, a eficácia depende das ações de seus liderados. Na liderança situacional o líder possui um atributo psicossocial complexo, sendo totalmente diferente das teorias baseadas na personalidade do indivíduo.

Como já falamos anteriormente, quando é abordado o tema da liderança imagina-se que o líder direciona e influência nas atividades do grupo, entretanto neste caso, o líder não terá um modelo a ser seguido, serão seus seguidores que irão determinar qual modelo de liderança deverá ser executado, dependendo da situação no momento. É um sistema focado no líder, nos liderados e na situação presente, o nível de exigência e cobrança por parte da liderança será de acordo com a maturidade dos liderados.

Conforme teoria existe três conjuntos de forças que influenciam um líder na escolha de seu estilo:

– Forças presentes no líder

– Forças presentes nos colaboradores

– Forças presentes na situação.

Partindo dessas forças, é necessário flexibilizar, o líder pode assumir uma autoridade formal, uma autoridade informal, ou até mesmo uma conduta liberal, dependendo da maturidade da equipe.

Seja qual for a situação, o líder precisa ser sensível o suficiente e possuir percepção para escolher de que forma tua equipe irá atuar. Independentemente do tipo de conduta que assuma, o líder não pode perder o foco nos objetivos e resultado,

Seja qual for a situação, o líder precisa desenvolver sensibilidade e percepção para definir como sua equipe atuará.

Mesmo assim, um líder não pode perder de vista sua função de gerenciador, com foco nos objetivos e resultados.


Nicolly Voigt Rodrigues
Acadêmica do Curso de Desenho Industrial
Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil
Contato: nicolvrodrigues@hotmail.com

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